Alcance, credibilidade e imparcialidade,
desde 1984
Ano 42 - Nº 2115
26 de Março de 2026
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) é uma instituição social brasileira dedicada à defesa dos direitos, inclusão e qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Presente em centenas de cidades do país, a entidade atua, oferecendo atendimento especializado nas áreas de educação, saúde e assistência social. Fundada com o objetivo de apoiar famílias e promover a inclusão, a Apae desenvolve diversos projetos que estimulam a autonomia, o desenvolvimento e a participação das pessoas com deficiência na sociedade. Entre os serviços oferecidos estão atendimentos terapêuticos, acompanhamento pedagógico, atividades de inclusão social e programas voltados para a profissionalização. Além do trabalho direto com os atendidos, a Apae também exerce um papel fundamental na conscientização da sociedade sobre a importância do respeito às diferenças e da construção de uma comunidade mais justa e inclusiva. Ao longo dos anos, a Apae se consolidou como uma das maiores redes de apoio às pessoas com deficiência no Brasil, tornando-se referência na luta pela inclusão, pela dignidade e pelos direitos de milhares de famílias. Para manter suas atividades e ampliar, cada vez mais, o alcance de seu trabalho, a instituição conta com o apoio de profissionais, voluntários, parceiros e da própria comunidade. Agora, ao tomar conhecido de que Daniel Fioravante Barbosa, 37, conseguiu uma verba de 1,5 milhão de reais para essa associação, a reportagem GP conversou ele, que trabalha na área de gestão e articulação institucional. Veja como tudo aconteceu.
“Minha ligação com o movimento das Apaes vem desde a infância, acompanhando de perto o trabalho e o compromisso do meu pai (Eduardo Barbosa) com a causa da pessoa com deficiência. Cresci, entendendo a importância da inclusão e do papel transformador dessas instituições na vida de muitas famílias. Lembro muito do carinho com que as famílias eram acolhidas e da dedicação diária, para garantir dignidade e oportunidades às pessoas com deficiência. Aquilo me marcou profundamente e ajudou a formar minha visão de responsabilidade social. Esse entendimento veio de forma natural. Com o tempo, percebi que não bastava apenas admirar o trabalho, era preciso contribuir, ativamente, para fortalecer essa rede de apoio e ampliar direitos. O principal desafio é sempre transformar boas intenções em resultados concretos. A área social exige articulação, diálogo com o poder público e muita persistência, para garantir recursos e políticas efetivas. E assim, fui conhecendo diversas famílias que dependem diretamente desse trabalho. Quando você percebe o impacto real que a instituição tem na vida dessas pessoas, entende que essa é uma causa que precisa de cada vez mais defensores,” explica Daniel.
“VEJO ISSO MAIS COMO UMA INSPIRAÇÃO DO QUE UM PESO”
FALE DA VERBA – “Foi um processo de diálogo com o deputado federal Aécio Neves. Articulação e muita insistência. Conseguimos sensibilizar as instâncias responsáveis sobre a importância do investimento. Esse recurso representa um reforço fundamental para ampliar e qualificar os serviços prestados pela Apae. Na prática, esse dinheiro significa mais estrutura, melhores atendimentos e maior capacidade de acolhimento. Ou seja, mais qualidade de vida, desenvolvimento e inclusão para as pessoas atendidas. Os recursos públicos hoje ainda não são suficientes para manter esse trabalho. As Apaes fazem um trabalho extraordinário, mas a demanda cresce, constantemente. Por isso é fundamental ampliar o apoio do poder público e da sociedade. Existe uma responsabilidade em dar continuidade a uma história tão importante como a, de meu pai na defesa da inclusão, mas vejo isso mais como uma inspiração do que um peso. É uma referência que me motiva a continuar trabalhando para fortalecer essa causa.”
O QUE FALTA AGORA? - “Precisamos avançar, principalmente, na inclusão real - na educação, no mercado de trabalho, na mudança de mentalidade sobre a pessoa com deficiência e no acesso aos serviços públicos. A legislação avançou, mas a prática ainda precisa evoluir muito! Avançamos bastante, mas ainda existe muito preconceito, muitas vezes silencioso... A inclusão precisa ser vivida no dia a dia, nas escolas, no trabalho e na convivência social. As Apaes são pilares fundamentais dessa construção. Elas oferecem atendimento especializado, acolhimento às famílias e lutam, diariamente, pelos direitos das pessoas com deficiência. Quero continuar trabalhando para ampliar os recursos, fortalecer os serviços, garantir, cada vez mais, que pessoas tenham acesso a atendimento de qualidade e investir na política para o idoso.”
ALGO MAIS? - “A mensagem que deixo para as famílias e para as pessoas com deficiência, que dependem desse trabalho, é que elas não estão sozinhas. Existe uma rede de pessoas comprometidas em defender seus direitos e ampliar oportunidades. A inclusão é um caminho sem volta! Um exemplo disso são algumas fotos que separei com a equipe e com as famílias atendidas pela Apae e vou encaminhar para a GAZETA.”
A equipe da Apae, famílias atendidas e o atuante, na área de gestão e articulação institucional, Daniel Barbosa (circulado), que conseguiu uma verba de 1,5 milhão de reais para a instituição local: “Quando você percebe o impacto real que a instituição tem na vida dessas pessoas, entende que essa é uma causa que precisa de, cada vez mais, defensores”