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Ano 42 - Nº 2115
27 de Março de 2026
O lançamento de uma nova obra literária movimentou o cenário cultural e despertou o interesse de leitores e admiradores da escrita. O escritor apresentou ao público seu mais recente livro, resultado de um processo criativo marcado por inspiração, dedicação e identidade própria, reforçando sua trajetória e contribuindo para a valorização da literatura. A reportagem GP conversou com Eduardo Magela Rodrigues, 48, engenheiro de software, casado com Ana Paula Lara Moreira, 53, professora, residentes no bairro São José. Confira.
“Fiquei muito feliz em receber amigos e familiares no lançamento. Poder compartilhar o resultado do meu trabalho com eles é algo muito especial. Recebi mais pessoas do que esperava. Um momento especial foi o texto lido por minha esposa, falando sobre mim. Todos estavam bastante contentes em participar do evento. Encontrei diversas pessoas que não via há tempos. Minutos antes de apresentar minha obra, esqueci tudo o que tinha planejado falar devido à emoção (riso),” diz Eduardo.
A IDEIA – “A ideia do livro surgiu de um aglomerado de insights que fui acumulando ao longo do tempo, a partir de livros e filmes de ficção científica. Demorei cerca de 2 anos para concluir essa 1ª parte. O meu maior desafio, durante a criação da obra, foi conseguir dar vozes a dois personagens bem distintos: * um alienígena (V4T3R, o basilar), uma criatura que só age segundo a lógica; * e o padre Amaro, um religioso atormentado por inúmeras questões pessoais. A linha principal já estava em minha cabeça, mas, no decorrer da escrita, novas ideias surgiram e foram incluídas na história. Duas obras em especial me inspiraram bastante: o livro Frankenstein, de Mary Shelley, e o filme A Estrada, de 2009. Apesar de o livro ser bastante melancólico, creio que a principal mensagem - que talvez não esteja tão explícita - é a capacidade que nós, humanos, temos de continuar caminhando, diante das adversidades. O leitor vai se deparar com uma obra que propõe vários questionamentos, sem oferecer, contudo, nenhuma resposta pronta. Acredito que todo livro carrega um pouco do autor em seu conteúdo. Assim sendo, algumas das questões que afligem tanto o alienígena, quanto o padre também me afligem (riso). Ainda não tive retorno dos leitores que adquiriram o livro no lançamento, até porque só se passaram três dias. Todavia, aquelas pessoas que puderam ler o livro em primeira mão me deram feedbacks muito positivos. O editor da Gazeta, Bié Barbosa, foi um deles.”
ALGO MAIS? – “Esse é o meu trabalho mais complexo e maduro, até o momento. Creio que minha escrita evoluiu bastante em termos de fluidez e condução da narrativa. A 2ª parte ainda está sendo escrita. Nela, o alienígena vai se projetar, não mais no padre, mas nas consciências de uma poetisa e um político. Gostaria de agradecer, novamente, a todos que me ajudaram na escrita da obra e no evento de lançamento. Foram muitas pessoas e, por isso, não citarei nomes para não correr o risco de esquecer alguém.”
Alguns flashes do lançamento de mais um livro do engenheiro de software, Eduardo Rodrigues: “A 2ª parte ainda está sendo escrita. Nela, o alienígena vai se projetar, não mais no padre, mas nas consciências de uma poetisa e um político”