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Ano 42 - Nº 2121

08 de Maio de 2026

É DA TERRA O 1º LUGAR NA BH CHALLENGE, CATEGORIA CLASSIC A

Notícias

07/05/2026
É DA TERRA O 1º LUGAR NA BH CHALLENGE, CATEGORIA CLASSIC A

O fisiculturismo é uma prática esportiva e estética voltada para o desenvolvimento máximo da musculatura, por meio de treinos intensos, alimentação controlada e disciplina rigorosa. Mais do que levantar pesos, exige constância, foco e planejamento. Seus treinos são divididos por grupos musculares e combinados com períodos de descanso, fundamentais para a recuperação e evolução do corpo. A apresentação no palco envolve poses ensaiadas, simetria corporal e avaliação criteriosa por jurados. No entanto, é fundamental praticá-lo com orientação profissional, evitando excessos e riscos à saúde. Por falar nisso, o pará-minense Eric Ferreira Gonzaga, 30, técnico eletromecânico, solteiro, sem filhos, residente do bairro Providência, tirou o 1º lugar na BH Challenge, categoria Classic A, realizado em Belo Horizonte, no dia 22 de março. Diante disso, a reportagem GP conversou com o campeão Eric, para saber todos os detalhes, com exclusividade. Confira.

“Sou filho de Clayson Araújo Gonzaga e Elisângela Conceição Ferreira, noivo de Thaís Etelvina Silva, 25, e comecei a minha trajetória no fisiculturismo, em abril de 2025, com incentivo do meu colega Henrique que hoje é o meu coach. Já treino há 7 anos com ele, que me disse que eu tinha um bom potencial e que ele iria me auxiliar. Assim, começamos o trabalho e, depois de um tempo, ele me disse eu já poderia disputar a National Physique Committee (NPC) direto, já que seria um desperdício ir em federações menores. Minhas maiores inspirações dentro do fisiculturismo foi o Cbum, maior campeão da categoria classic 6x, e o Ramon que foi o 1º brasileiro do sexo masculino a vencer uma categoria de fisiculturismo no Mr. Olympia, que é o objetivo de, praticamente, quase todo atleta. Mr. Olympia sim, mas é óbvio que tem de ser um passo de cada vez, mas sempre mirando no mais alto nível,” diz Eric.

COMO CONCILIAR? – “Conciliar a vida pessoal, profissional e o esporte, às vezes, realmente, se torna um pouco difícil - não vou mentir - mas dependendo das fases, temos que fazer escolhas e prioridades. Porém, você se organizando bem consegue conciliar tudo, da melhor forma possível, e continuar se dedicando, de forma igual, em todas as áreas. Para tanto, conto com o apoio constante da minha noiva, Thais, do meu coach,  Henrique, e de meus pais, que sempre dão um grande suporte.”

FALE DA CATEGORIA – “A categoria Classic Physique é mais voltada para o físico proporcional, uma relação entre proporção e condicionamento. É a ideal, porque não adianta chegar só no muito musculoso, porque tem que chegar bem condicionado, com uma cintura mais fina, boas pernas e bons membros superiores. No amador, a Classic é dividia em quatro divisões de altura, sendo A, B, C e D, sendo que dentro de cada uma existe subdivisões com altura e peso, de acordo com a tabela oficial. Na A, por exemplo, a altura máxima é 1M70,2 e o peso máximo é 82,6KG. A NPC é importante para mim, porque é a maior e a que dá mais visibilidade em questão de federação. É ela que proporciona maior suporte aos atletas, hoje em dia.”

E A PREPARAÇÃO PARA VENCER? – “A preparação para o BH Challenge foi mais tranquila, por eu ja ter competido uma vez, em 2025. Ou seja, já sabia, mais ou menos, como funcionava e, dessa vez, conciliei férias do trabalho, para eu conseguir descansar um pouco mais. A preparação foi feita em 11 semanas. O maior desafio foi a dieta restrita, nas últimas semanas, pois falta energia nos treinos e não é recomendado diminuir as suas intensidades. Afinal, a gente tem que manter no mesmo nível, mas comendo menos. Treinei seis vezes por semana, de segunda-feira a sábado. A dieta nessa fase de preparação foram cinco refeições, durante o dia, mas acredito que não precisei fazer muitos sacrifícios para chegar a esse nível. Tudo depende de organização e força de vontade e, quando é uma coisa que você gosta, torna-se mais fácil e também dá pra conciliar com as outras atividades.”

E O DIA DA DISPUTA? – “Foi uma experiência muito boa, com a feira bem organizada, local muito amplo e climatizado. Ou seja, ofereceram todo o suporte necessário para os atletas serem os mais ágeis possível. Com certeza, vale muito a pena visitar a feira e quero voltar nos próximos anos, mesmo que não seja para competir. O que passou na minha cabeça no momento em que subi ao palco foi de que era a minha 1ª vez, apesar de eu já ter competido antes. Acho que essa sensação de 1ª vez sempre acontecerá, porque é a realização de todo um trabalho feito durante o ano todo. Então, estar ali e poder mostrar o resultado desse trabalho duro é muito gratificante, uma alegria! Foi uma disputa muito boa, inclusive o meu concorrente já havia ganhado outra categoria antes e eu pude vencer nessa contra ele. Então, acredito que foi um resultado muito bom! A competição é dividida em duas partes, prévias e finais. Nas prévias, existe os confrontos e, dependendo da posição que você ficar no palco - no centro, por exemplo - ao final dos confrontos já dá para ter uma ideia da colocação para a final. Quando me anunciaram campeão na minha categoria, a sensação foi de alívio e de realização, uma alegria muito grande de saber que o trabalho foi recompensado da melhor forma possível. Cada troféu representa que você fez o seu melhor e vencer campeonatos regionais traz mais visibilidade, para eu disputar o nacional.”

“QUANDO ME ANUNCIARAM CAMPEÃO, A SENSAÇÃO FOI DE ALÍVIO E DE REALIZAÇÃO”

HOUVE MAIS COMPETIÇÕES? - “Competi em São Paulo/SP, no dia 24 de abril, no Arnold South América, o maior campeonato de fisiculturismo do Brasil, reconhecido mundialmente. Foi uma experiência fenomenal, quando vários campeões do Mr. Olympia estavam presentes. Entre eles, Ramon Dino, campeão da Classic, Samson Dauda, que já foi campeão da Bodybuilder, Shaw Clarida, que já foi campeão da 212, além dos maiores treinadores do país. Dividir o backstage com eles foi uma experiência inimaginável e fiquei muito feliz de poder estar presente e me apresentar lá. Em relação à minha participação, o nível estava bem alto, quando os maiores campeões regionais do país estavam lá, no nacional. Então, foi bem disputado e a minha categoria tinha por volta de quinze atletas, quando eu fiquei em 6º lugar. Apesar de não ter conseguido o troféu, dessa vez, estou feliz, porque foi um aprendizado e me colocar do lado dos melhores do país me fez ver o que preciso melhorar para no próximo e vamos trabalhar para isso. Em relação à preparação em si, não foi feito nada diferente das últimas, apenas seguimos o mesmo raciocínio que já estava funcionando bem e conseguimos chegar na nossa melhor versão, sem dúvida.”

ALGO MAIS? – “O que o público pode esperar de mim nas próximas competições é que nunca vai faltar dedicação e esforço, pois eu sempre faço 100% e, com certeza, sempre terei uma versão melhor em cima dos palcos. Vamos buscar sempre o Top 1. O principal conselho que daria para quem quer começar no fisiculturismo é já se gostar da área. Se dedicar, ter disciplina e organização são indispensáveis nessa área. Gostaria de agradecer a todo o apoio de familiares, colegas, pessoas próximas, pois cada mensagem que recebo faz muita diferença, principalmente na fase final de preparação. No mais, fico muito feliz e motivado em saber que, de alguma forma, posso estar influenciando as pessoas a serem, não necessariamente  atletas, mas mais dedicadas seja qual for a sua área de atuação.”

O atleta pará-minense de fisiculturismo, Eric Gonzaga, que também é técnico eletromecânico: “Cada troféu representa que você fez o seu melhor e vencer campeonatos regionais traz mais visibilidade, para eu disputar o nacional”