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Ano 42 - Nº 2133

31 de Julho de 2026

2133

109ª EDIÇÃO DO QUINTA NO MUSEU: SERESTRA

Notícias

03/08/2026
109ª EDIÇÃO DO QUINTA NO MUSEU: SERESTRA

A seresta voltou a ecoar na 109ª edição do projeto Quinta no Museu, quando apresentou o show com dos irmãos Bell Black e Moisés Mendes. Após, a reportagem GP conversou com o diretor do museu, Alaércio Delfino, que falou sobre a longevidade do Quinta no Museu. Confira.

“A longevidade desse projeto se deve à diversidade cultural que a gente busca trazer para dentro do museu. E mais uma vez, a gente buscou valorizar a seresta brasileira. Dessa vez, montamos uma dupla para cantar seresta, algo totalmente diferente do que eles cantam, que é a Bel Black e o Moisés Mendes. A seresta vem da época dos portugueses trazidos para o Brasil e ela existe em nossa cidade, desde 1859. Na emancipação do município já havia seresta aqui, já aconteciam as serenatas. Diante disso, a gente busca resgatar e trazer essa tradição para dentro do museu. Essa foi a 3ª e até o fim do ano a gente vai estar buscando fazer só a seresta, ou seja terá mais três edições. Então, as pessoas que não ainda não conhecem o museu eu as convido para vir curtir um bom espetáculo e também para conhecer o nosso museu,” conclama Alaércio.

DESPERTAR - A reportagem GP conversou também com a cantora Bell Black. Veja o resumo.

“Todo artista tem uma base e dentro da casa dos meus pais, a gente aprendeu, primeiramente, as músicas de serenata. Como antigamente fazia-se muita serenata, a gente cresceu ouvindo e aprendendo serestas e era muito gostoso, porque a família toda canta e toca violão na sala. A alegria subia lá no alto. Minha mãe e meu pai, sempre muito devotos, faziam uma oração e rezávamos o terço e finalizávamos cantando uma seresta. Minha mãe gostava muito da Dalva de Oliveira e Vicente Celestino. Então, para mim, apresentar esse outro lado ainda desconhecido por muitos aqui no museu tem um significado bem amplo, porque, às vezes, as pessoas olham a gente cantando e acham que a gente só conhece aquilo, mas não. A gente conhece bastante música, de muitos gêneros. E a seresta é o que embalou mesmo a gente, uma coisa que a gente traz da família, do coração. A música tem o poder de entrar nos momentos da vida da gente e nos marcar. E hoje nós despertamos aqui muita coisa boa, muito sentimentos bons,” analisa Bell.

UMA SAUDADE - E por fim, a reportagem GP conversou com o músico Moisés Mendes.

“A gente colocou algumas músicas da seresta que eu tive que lembrar, porque eu toquei, durante muito tempo, esse tipo de música. Cantei com doutor Ênio, Geraldinho do Cavaquinho, senhor João, senhor Valdemar... a maioria já faleceu. O Maurício Chaveiro está aí ainda. Aí, a gente deu uma ensaiada e a emoção que queríamos trazer nesse show era de saudosismo mesmo e o pessoal que gosta veio dar uma força pra gente,” agradece Moisés.

Registro do último Quinta no Museu. Com repertório selecionado de grandes sucessos, a dupla levou o público ao romantismo e nostalgia

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