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Ano 42 - Nº 2135

14 de Agosto de 2026

2135

“FOI BEM DIFÍCIL, MAS COM MUITA DEDICAÇÃO, CHEGUEI EM 2º LUGAR”

Notícias

19/08/2026
“FOI BEM DIFÍCIL, MAS COM MUITA DEDICAÇÃO, CHEGUEI EM 2º LUGAR”

O Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea é uma das principais competições da aviação acrobática brasileira, reunindo pilotos de diferentes regiões do país, para disputas que exigem alto nível de técnica, precisão, controle da aeronave e planejamento. Organizado pelo Comitê Brasileiro de Acrobacia (CBA), o campeonato avalia os participantes durante apresentações de manobras acrobáticas no ar, seguindo critérios técnicos e regras específicas da modalidade. De 22 a 26 de julho, o aeroporto de Barretos/SP recebeu a 13ª edição desse campeonato. A competição contou com pilotos de diversas partes do Brasil e a participação de juízes internacionais, reforçando a importância do evento no calendário da modalidade. Ao tomar conhecimento que um pará-minense, piloto de aeronaves executivas ficou em 2º lugar, a reportagem GP correu atrás. Trata-se de Rodrigo Ferreira da Silva, 41, casado com a pará-minense Denise Costa Guimarães, com quem tem uma filha, Bella, 10, residentes no bairro São José. Confira, em resumo, o que ele disse. 

“⁠A paixão pela acrobacia aérea surgiu na minha vida, desde quando eu fiz o 1º voo em um modelo acrobático. Sou de Pará de Minas e me formei em um dos maiores aeroclubes do país, o de Pará de Minas, quando passei a ter acesso a um avião acrobático, modelo Christen Eagle, prefixo PP-ZMG, que chegou aqui em meados de 2006. Nessa época, eu ainda era mecânico de aeronaves na famosa Tecnologia Brasileira de Aeronáutica (TBA), onde fiz amizades com muitos pilotos e onde também conheci o instrutor de acrobacias, Marcos Geraldi. Nessa época, cheguei a fazer poucos voos, mas foi assim que me veio a vontade de querer voar acrobacia. Ainda não tinha me formado para piloto, mas sempre acompanhava os amigos que também gostavam de voar acrobacia, como Ivan Leitão, atual presidente do aeroclube local, e Victor Márcio, da Moto Star, que já praticavam alguns voos de acrobacia com esse instrutor. Assim, logo depois, me tornei piloto de executivo e fiquei alguns anos sem praticar acrobacias, mas sempre que tinha oportunidades, voava com alguns amigos para relembrar. Em meados de 2016, retornei para a acrobacia, por meio de outros modelos, como o Vans RV-6A, quando fiz um curso básico de acrobacias. Aí, não parei mais. Por meio da acrobacia, fui fazendo muitas amizades com quem voava e em 2022 fui convidado para participar do meu 1º Campeonato Nacional, na Serra do Cipó/MG. Competi na categoria básica e entre dezesseis competidores cheguei em 7º lugar. A minha 2ª participação no Campeonato Nacional foi em 2025, em São João da Boa Vista/SP, onde competi na categoria Sportsman e cheguei em 3º lugar, em uma competição bem acirrada. Dessa vez, voei um modelo diferente, com muitos amigos me ajudando nos treinamentos, o que aumentou minha confiança, para continuar treinado e competindo,” apresenta-se Rodrigo.

“TODO TREINAMENTO, POR MAIS QUE ACHEMOS EXAGERADO, É POUCO E SEMPRE DÁ PARA TREINAR MAIS E MELHORAR”

E DE LÁ PRA CÁ? - “Até chegar 2026, continuei treinando no Christen Eagle, com o mesmo instrutor e avançando nas categorias, ficando mais preparado para disputar na categoria Intermediária, em Barretos/SP. Chegar em 2º lugar entre todos os competidores representou um avanço enorme pra mim. Com muito treinamento e dedicação, por meio de treinos antes e até na véspera do campeonato, eu estava bem confiante de ter uma boa colocação no pódio. Foi bem difícil, mas com muita dedicação consegui um bom resultado. Por 0,5% não peguei a primeira colocação (riso), mas isso faz parte da disputa. No 1º voo desse campeonato, todos nós voamos uma sequência da qual já estávamos treinando. A partir do 2º dia em diante, começamos a criar a sequência com figuras diferentes, aonde não teríamos chances de treinar no avião, apenas decorá-la apresentar, no dia seguinte. É um desafio que requer bastante concentração, tudo de acordo com as regras. O emocional manda muito nessas horas. Normalmente, os juízes ficavam com a nossa sequência em mãos e, a cada manobra executada, nós temos uma avaliação e uma soma de pontos. Os critérios são bem rigorosos e não podemos esquecer nada, para não errar a sequência. ⁠Como foi o meu 1º ano participando nessa categoria, acabei tendo alguns desafios, por aparecer algumas figuras que eu nunca tinha treinado. Foi bastante tenso ter de apresentá-las, no meio do campeonato, mas no fim deu tudo certo (riso). Para mim, ficou a lição de que todo treinamento, por mais que achemos exagerado, é pouco e sempre dá para treinar mais e melhorar (riso). Dessa vez, começamos os treinos 90 dias antes do campeonato. Treinamos bastante em Pará de Minas e, na reta final dos treinos, acabei treinando com outros amigos, em Vargem Grande do Sul/SP e Barretos/SP.”

HOUVE PREMIAÇÃO? – “⁠O Comitê Brasileiro de Acrobacia (CBA) todo ano prepara diferentes premiações e troféus personalizados. Tivemos premiações por voos e acabei conquistando o troféu de 2º lugar na minha categoria com a colocação final. Agora, eu pretendo continuar disputando campeonatos nacionais, para ir me preparando, para, futuramente quem sabe, para uma vaga em um campeonato mundial.”

ALGO MAIS? – “⁠Para quem quer se tornar piloto e, futuramente, piloto acrobático, tem que ter bastante disciplina e treinamento, procurar boas escolas e instrutores da área. Temos uma boa referência aqui no nosso aeroclube, família ACPM, a quem agradeço. Agradeço também aos meus apoiadores (Gotter, Aston Motorsport, Tuareg Acrobatics, Aviation Parts, Vortex Engenharia e Manutenção de Aeronaves), à minha família e a todos os amigos que sempre me apoiaram e me incentivaram para chegar até aqui!”

Piloto de aeronaves executivas, o pará-minense Rodrigo da Silva trouxe para Pará de Minas o título de vice-campeão no Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, realizado em Barretos/SP: “Por 0,5% não peguei a 1ª colocação, mas isso faz parte da disputa”