Alcance, credibilidade e imparcialidade,
desde 1984
Ano 42 - Nº 2143
09 de Outubro de 2026
Na roda de políticos, em uma pequena cidade, onde intrigas nunca faltam, principalmente em ano
Eleitoral, o papo esteve quente. Cada um com a sua preferência eleitoral,
mas sem deixar de descer o pau no principal oponente de seu candidato. Era um verdadeiro Deus nos acuda! O preferido só tinha qualidades, enquanto os oponentes só tinham defeitos e graves. Ouvindo aquilo, um jovem vereador disse:
- Não votarei em nenhum dos dois, votarei naquele que não é político e que já provou que é um excelente profissional, reconhecido em todo o Brasil e até no mundo.
O vereador de boa índole filosofou:
- Os seres humanos têm um impulso natural e saudável de serem criativos.
Porém, a moralidade distorce esse impulso, já que, infelizmente, um valor
maior é atribuído à vida!
- A vereadora curiosa perguntou correndo:
- Que valor maior é esse, rapaz?
O outro vereador de boa índole respondeu:
- É o valor da aparência, do egoísmo e da cobiça, que tanto destroem a humanidade!
O vereador fofoqueiro, mas que se defende dizendo que ele só é bem informado, nessa hora tomou para si a palavra, dizendo:
- Gente, por falar em cobiça, ouçam a última que me contaram sobre algo ocorrido na esfera judicial. Primeiramente, pergunto: pra que serve a justiça? Para mim - e acredito que para todos vocês - ela é um princípio ético, moral e social que busca garantir o equilíbrio, a imparcialidade e o respeito aos direitos de cada indivíduo, não é mesmo? Porém, fiquei sabendo de um fato - de fonte seguro - que joga tudo isso por água abaixo. Aconteceu com um(a) profissional dessa área que estava defendendo um(a) funcionário(a) que sofreu um acidente muito grave em uma empresa, perdendo a sua capacidade para o trabalho. Aí, ele procurou esse(a) profissional, para entrar na justiça contra o(a) ex-patrão(ao). Ele(a), então, fez a defesa dele(a), pedindo um valor muito alto da empresa, porque sabia, de antemão, que não havia como perder aquela ação. Na hora da negociação, longe do(a) ex-funcionário(a), o(a) proprietário(a) da empresa ofereceu ao(à) profissional da justiça 1/10 do valor do que havia sido solicitado para o tal funcionário(a). Por sinal, uma bolada gorda, bem superior ao que ele(a) ganharia ao cobrar o percentual advocatício de seu cliente. Em contrapartida, o acordo teria de ser fechado ao valor - também - de 1/10 do valor total do que estava sendo pedido. Acredite se quiser, mas esse(a) profissional, que diz praticar a verdadeira justiça, aceitou a proposta e o acordo foi fechado, sem o(a) ex-funcionário(a) ficar sabendo da tramoia. Tudo por debaixo dos panos...
Após ouvir isso, os políticos ficaram todos de queixos caídos, mas o vereador fofoqueiro falou mais:
- Espera aí, porque o pior veio depois: o(a) profissional da justiça ainda teve a audácia de cobrar de seu cliente o gordo percentual praticado pelos serviços prestados sobre o valor, muito aquém, que ele(a) havia recebido. E há ainda quem diga por aí que esse(a) profissional é um verdadeiro Robin Hood, que sempre está do lado dos pobres!
E você, como vê abomináveis atitudes como essa sendo praticadas por quem deveria defender os direitos dos cidadãos?
UMA BOA LEITURA!