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Ano 42 - Nº 2113

16 de Março de 2026

2113

“A VIDA SORRIU E EU ACORDEI NA CAPA DA VOGUE”

Notícias

16/03/2026
“A VIDA SORRIU E EU ACORDEI NA CAPA DA VOGUE”

A profissão de modelo vai muito além da estética e do glamour, frequentemente associados às passarelas e capas de revistas. Trata-se de uma carreira fulgás, que exige disciplina, preparo físico, equilíbrio emocional e postura profissional. Inseridos em um mercado competitivo e em constante transformação, modelos precisam lidar com rotinas intensas, viagens, testes, ensaios fotográficos e desfiles. Nesse cenário, a revista Vogue se consolida como uma das principais vitrines da moda mundial, projetando carreiras. Ser capa dessa conceituada revista é visto como um marco na trajetória de um modelo, uma vez que isso o conecta a grandes estilistas, fotógrafos e marcas internacionais. E foi exatamente isso que aconteceu com a modelo pará-minense Ingrid Morais Pimenta, 28, modelo que hoje reside no Rio de Janeiro/RJ. Procurada pela reportagem GP, por meio de uma sugestão do assinante Miguel Grassi Ferreira, ela contou várias coisas, inclusive como chegou à capa dessa famosa revista. Não deixe de ler.

“Sou filha do Geraldo Pimenta, químico, e Patrícia Morais, cirurgiã dentista, e tenho um irmão, Arthur, dj. Sou alegre, muito determinada e quando coloco algo na cabeça é muito difícil de tirar (risos). Criativa e curiosa, acredito muito em Deus. Amo estar com a minha família e tenho muito carinho por Pará de Minas, onde vivi e continuo vivendo momentos maravilhoso. Minha infância pertence às casas das minhas avós, brincando com meus primos e ao Colégio das Irmãs (Colégio Sagrado Coração de Maria), onde estudei desde criança, com as minhas melhores amigas. Quando adolescente, fui muito à Girus, aos fins de semana. Adorava! Tenho somente memórias incríveis e sempre que volto pra cá, fico saudosa,” apresenta-se Ingrid.

CARREIRA E SAUDADES - “Sempre sonhei em ser modelo e meus pais sempre me apoiaram. Aos 6 anos, uma agência de São Paulo veio fazer um casting em Pará de Minas e fui abordada na entrada do colégio. Meus pais me levaram para a seletiva, assinamos o contrato, quando o fotógrafo incentivou muito meus pais, para que eu seguisse nessa carreira. Percebi que poderia viver na profissão e acho que foi pela confiança que meus pais sempre colocaram em mim e um dia aconteceu. As maiores dificuldades no início da minha carreira foram a pressão estética e saudades de casa. Acho que quem mora longe de casa sempre pensa em diversas saídas, mas sou muito determinada. Não teria coragem de desistir. Meus pais e meu irmão sempre acreditaram em mim, desde o começo e eu devo tudo a eles. Sou muito privilegiada por ter tanto apoio de minha família. Acho que isso moldou minha base, para, mesmo nos momentos difíceis, ter confiança em mim e saber que eles sempre estarão por mim. Quando criança, fiz muitas fotos pra lojas da cidade. Essas são as minhas 1ªs lembranças na profissão. O que mais sinto saudade de casa é dos meus pais e do meu irmão... do carinho e do cheiro de casa. Sinto saudades também da minha priminha Lara, que eu amo de paixão. Sinto falta de tudo! Há coisas que só a nossa casa tem... ”

MUITA PRESSÃO? - “Hoje em dia, está mais tranquilo, pois tenho uma rotina equilibrada. Gosto de fazer exercícios físicos e, quando a nossa mente está alinhada com nossa saúde e bem-estar, tudo flui. Mas, claro, tenho noção que preciso cuidar sempre do meu corpo e nem sempre é fácil. Quando mais nova, me pressionava e regrava bastante. Hoje em dia, prefiro viver do equilíbrio, me faz muito bem. Mesmo se eu não fosse modelo, acho que hoje teria esse estilo de vida e autocuidado. Nessa profissão, não existe rotina (risos). Às vezes, o trabalho começa de madrugada e, em outras vezes, em horário comercial. Alguns trabalhos são longe de casa, outros na mesma cidade e assim a gente vai levando. Mas tento ter hábitos que posso executar independentemente do lugar em que eu estiver. Exercício físico é um deles. O que não pode faltar na minha mala de trabalho é sempre uma roupa extra, porque o que mais temos são imprevistos. Um lanchinho e sachês de café/proteína, um livro, carregador e celular, e um tercinho, sempre!”

E A CAPA DE VOGUE? – “Bom, eu não sabia que isso aconteceria. Fui convidada por uma marca inglesa para um editorial, no fim do ano passado, e me pediram autorização de direitos de imagens para, caso o material viesse a ser veiculado em revistas. Eu autorizei e um belo dia, a vida sorriu e eu acordei na capa da Vogue. Parece mentira, né? Mas foi um de repente que levou anos para ser construído. Quando recebi a notícia, tinha acabado de voltar de Pará de Minas e estava na casa do meu namorado. Tinha acabado de acordar, ainda com saudades de casa e recebi a notícia. Não foi só um presente, foi uma injeção de coragem e confiança de que estou no caminho e lugar certo. Eu tinha noção do peso que é ser capa da Vogue, com a qual sempre sonhei e manifestei isso. O dia do ensaio e os bastidores foi super tranquilo, nada de extraordinário. Equipe pequena, na Praia Vermelha, região da Urca. Era um domingo nublado. Fotografar externas é sempre uma surpresa. As pessoas olham, param, perguntam. Estava em um momento com muitas saudades de casa e ver o resultado no site da revista, com uma foto sendo abraçada pelo Rio, foi muito significativo pra mim! Quando eu vi a capa pronta foi um mix de boas emoções e muito orgulho de mim mesma! Essa capa representa uma virada de chave, na minha carreira, uma conquista, na só minha, mas de toda a minha família. Foi a materialização dos meus sonhos. Foi uma porta maravilhosa que se abriu, uma verdadeira benção. Mas a mudança vem aos poucos. A revista traz credibilidade, visibilidade e isso tudo é muito bom pro mercado e para os cachês, claro! Avisei, primeiramente, os meus pais e o meu irmão, o meu namorado, Gustavo, e a minha amiga e sócia, Gabi!”

E AGORA? – “Tenho tantos sonhos depois da Vogue. Trabalhar, cada vez mais, com marcas maiores, alcançar e inspirar muitas pessoas e viverem novas experiências no mercado da moda. Ainda tenho muito o que conquistar e viver. Mas é mágico realizar meus sonhos e representar Pará de Minas. Tenho muito orgulho! Hoje em dia, tenho uma marca de joias, mas não me vejo abandonando minha carreira de modelo tão cedo. Quero abrir muitas portas com ela! Daqui 5 anos, pretendo estar trabalhando muito e colhendo grandes frutos. Sucesso pra mim é viver os meus sonhos e ter a consciência de que lutei e sou merecedora de todos eles!” 

ALGO MAIS? – “O conselho que daria pras meninas que sonham em ser modelo é que estudem. Andem de salto em casa. Façam poses em frente ao espelho. Busquem entender sobre moda, sobre o meio que você quer trabalhar. Aprenda novas línguas, cuide do corpo, faça terapia. Seja dedicada, pois é um trabalho como qualquer outro. E o principal, seja você, tenha personalidade e confiança. O maior aprendizado da minha trajetória até aqui é confiar em mim. Sou muito grata à minha família. Tudo que faço é para mim e para eles, sempre. Agradeço, imensamente, à minha família, às amigas máfia, aos amigos de infância, por todo apoio, aos lojistas de Pará de Minas, principalmente a Yedda e o Eugênio, que me deram a 1ª oportunidade na cidade, aos professores, colegas e conhecidos. Sou muito grata pelo apoio de cada um! São tantas pessoas boas que cruzaram o meu caminho que, se eu fosse listar cada uma, daria um livro. Enfim, estou conseguindo, mas essa vitória não é só minha, é de cada um que torceu e torce por mim! 

* Para saber mais, acesse o instagram @ingridpimenta

A modelo pará-minense Ingrid Morais Pimenta que hoje reside no Rio de Janeiro/RJ e foi capa da revista Vogue de 20 de janeiro de 2026: “Foi uma injeção de coragem e confiança de que estou no caminho e lugar certo”

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